• Bernardo Marchiori

A (re)coroação de um velho conhecido

Pela 6ª vez em sua história, o Sevilla conquistou a Liga Europa da UEFA e se isolou ainda mais no ranking de títulos da competição.


Imagem: Reprodução/Goal

Após o anúncio da retomada das competições europeias da UEFA, uma boa parte dos apaixonados pelo futebol conseguiu enxergar uma luz em meio à pavorosa pandemia de COVID-19. O tão esperado mês de agosto chegou e já se aproxima bastante de seus desfechos. O primeiro foi definido nessa tarde de sexta-feira (21): a Liga Europa já tem o seu nem um pouco novo campeão. Isto porque o clube vencedor foi o Sevilla, o maior detentor de troféus na história da competição, com seis.


Após uma complicada fase de mata-mata, eliminando seguidamente Roma, Wolverhampton e Manchester United, o clube espanhol enfrentou a Internazionale, outro time com história no torneio. Embora grande parte da mídia apontasse a equipe de Milão como a favorita para conquistar o título, provavelmente pelo número de jogadores renomados, o Sevilla foi o grande campeão dessa excepcional edição da Europa League.


Ambos os clubes tiveram uma temporada de alto nível. Mesmo antes da realização do confronto final, já estavam classificados para a próxima edição da Champions League após excelentes campanhas nos respectivos campeonatos nacionais. O Sevilla foi o 4º colocado e, com a partida de hoje, chegou à marca de 21 jogos sem perder contando todas as competições. A Inter foi a vice-campeã com apenas um ponto de diferença para a Juventus e parece ter, finalmente, encontrado o caminho para se reerguer como gigante no contexto nacional e continental.


A grande final


O alto nível apresentado durante toda a temporada justifica o equilíbrio na partida do dia 21. As duas equipes entraram no RheinEnergieStadion, o estádio do Colônia, na Alemanha, no mesmo estilo que vinham jogando nas partidas anteriores.


O Sevilla no seu habitual 4-3-3 bastante agressivo, proporcionando as subidas dos laterais e até dos zagueiros, com as criações ofensivas pelo meio-campo organizadas por Éver Banega e um ataque participativo com Ocampos se destacando; a única mudança foi Luuk de Jong na vaga de En-Nesyri na posição de centroavante.


A Inter de Milão manteve o 3-5-2 que funcionou muito bem durante a temporada. Os três zagueiros dando qualidade na saída de bola junto com Brozović, dois alas que participam no ataque e ajudam na defesa e, principalmente sua magnífica dupla de ataque: Lukaku e Lautaro Martínez.

A primeira etapa foi frenética, com direito a quatro gols - dois para cada lado. Lukaku abriu o placar em pênalti sofrido pelo mesmo e cometido por Diego Carlos, que inclusive havia feito o mesmo nas últimas duas partidas. Em cruzamentos de Jesús Navas e Éver Banega na área, o holandês Luuk de Jong justificou a escolha de seu treinador Julen Lopetegui e demonstrou sua presença de centroavante fazendo dois gols de cabeça. Logo após o segundo, em jogada muito parecida, Brozović levantou na área e Diego Godín empatou o jogo novamente.

Lukaku, de pênalti, abriu o placar. (Imagem: Reprodução/Notícias ao Minuto)

Apesar de certo domínio do Sevilla no primeiro tempo, no segundo o ritmo inverteu. A Inter teve mais posse de bola e inclusive uma grande chance, desperdiçada por Lukaku. Não muito tempo depois, em lance que a zaga da Inter não conseguiu cortar bem a bola aérea, ela sobrou para Diego Carlos. O brasileiro virou uma bicicleta, Lukaku tentou cortar mas mandou para dentro do próprio gol.

Gol do título saiu de uma bicicleta de Diego Carlos. (Imagem: Reprodução/Uol)

O técnico nerazzurri Antonio Conte demorou para colocar importantes peças que possuía no banco, como Christian Eriksen e Alexis Sánchez. Certamente dariam o auxílio necessário na criação das ações ofensivas, que faltaram na Inter.

Em mais uma edição disputadíssima, a UEFA Europa League demonstrou que a diferença entre o seu nível e o da Champions League não é tão colossal como pensa uma boa parte dos apaixonados pelo esporte e, até mesmo, da mídia futebolística. No final, foi coroado o clube que mais se destaca na competição e promete ir atrás do "algo a mais" na próxima temporada, visto a fragilidade que seus rivais nacionais apresentaram nos últimos meses.