• Márcio Guerra

TUDO TEM LIMITE

Por: Márcio Guerra


Semana passada comentei que Gatito me representou quando chutou a cabine do VAR. Ele representou o desejo de todos nós que entendemos que esse "ïntruso"  foi inserido no futebol para atrapalhar e não ajudar. Também falei que meu perfil nunca foi da violência. Mas, confesso, como torcedor, já fiz loucuras pelas minhas duas grandes paixões esportivas: o Botafogo e o Sport Club Juiz de Fora. Já viajei sozinho, de madrugada, para ver o meu Fogão. Já saí na rampa do Maracanã, após uma extraordinária vitória sobre o Flamengo, provocando os torcedores adversários e sendo aconselhado pelos parceiros alvinegros a parar porque estava exagerando. Já terminei jogos do Sport em cima do alambrado, tamanho grau de tensão e paixão.


Faço essa introdução para dizer que sei bem o que é ser apaixonado por um clube, por um time. No entanto, a paixão não pode nunca explicar o que aconteceu no treino do Figueirense, que gerou a manifestação de todos os jogadores profissionais do país. Invadir um treino e quase linchar os atletas do seu time não tem explicação, justificativa ou razão. Queimar a bandeira ou camisa do seu clube, não faz sentido. Agredir um atleta do seu time porque o resultado não veio é demais.


O mesmo acontece com relação a um torcedor adversário. O que ganha um santista ao matar um palmeirense? Um tricolor matando um vascaíno? Isso ajuda na colocação do clube no campeonato? Vai dar o título ao seu time do coração? Mais que os protestos, urgente se faz que o futebol brasileiro estabeleça punições severas e sanções que reduzam a zero esse comportamento selvagem. O que aconteceu no treino do Figueirense nunca mais pode se repetir. Sob pena de daqui a pouco termos concretizada uma chacina em um treino. Tudo tem limite.