• Márcio Guerra

UM CHUTE BEM DADO.

Por : Márcio Guerra


Se há algo que sempre condenei é a violência. De qualquer ordem. Mas se há algo que tenha me feito muito bem foi ver o chute dado por Gatito, goleiro do Botafogo, na cabine do VAR, após mais uma interferência dessa invenção nefasta dos pouco inteligentes dirigentes da Fifa. Embora, na verdade, eles não tenham tanta culpa. O problema é que a ideia do VAR, no Brasil, virou um instrumento para prejudicar alguns e beneficiar outros. O chute do goleiro do meu time foi o que eu tinha vontade de ter feito e que esperava que os dirigentes do clube tivessem. que reagissem a tanta injustiça.


Vejamos. Jogo no Ceará, contra o Fortaleza. Um pênalti claríssimo. Árbitro não marcou e o VAR ficou calado. Vem o jogo com o Flamengo, o pênalti inventado nos acréscimos, tira a vitória do Botafogo. Na sequência, pela Copa do Brasil, o gol de empate, num toque de mão na área, não marcado pelo árbitro (nesse não tinha VAR). E nesse sábado, contra o Internacional, dois gols legítimos anulados pela quadrilha do VAR. São sete pontos retirados do clube, que poderia estar entre os quatro primeiros.


Quem defende ainda essa ferramenta que seria para corrigir falhas dos árbitros, são os torcedores dos clubes que sempre são beneficiados pela decisão ou intromissão no resultado do jogo. Gatito já reconheceu que errou. Certamente será punido e prejudicará o time com sua ausência. Mas fez o que todos os torcedores que estão cansados de verem seus clubes prejudicados tinham vontade de fazer. 


Digo a vocês, meus leitores, poucas mudanças foram feitas no futebol tão nefastas como essa. O dia que seu time for prejudicado por dois jogos seguintes vai sentir a mesma coisa que Gatito sentiu e que eu comemorei. Um chute bem dado na cara do VAR.