• Pedro Emerenciano Amaro

Um ouro olímpico inesquecível do vôlei masculino no Brasil

Crônica de domingo: Pedro Emerenciano

Era uma tarde de domingo, depois de 16 dias de Olimpíadas do Rio em 2016, só restava saudades, era a última grande competição, final do vôlei masculino com Brasil e Itália. Uma emoção tomava conta de todos os brasileiros, era a primeira olimpíada no Brasil e muitos não veriam uma outra aqui novamente e além de tudo era a seleção de umas das modalidades mais queridas pelos brasileiros.


Depois da decepção da seleção feminina que era bem mais favorita que a masculina, o que se viu foi todo o país parado pra ver uma partida de vôlei e quem sabe comemorar mais um ouro olímpico, já que no dia anterior a seleção masculina de futebol ganhou a medalha pela primeira vez na história.


Brasil e Itália, a reedição da última medalha de ouro do Brasil em Atenas-2004, no começo não restava dúvidas que o Brasil era o favorito, o templo do vôlei Maracanãzinho, estava parecendo um caldeirão e até Neymar e alguns amigos estavam para acompanhar a partida. A única coisa que preocupava eram os jogadores Lipe e Lucarelli que sentiam dores, mas ainda assim jogaram como titular e ajudaram demais para a bela campanha.


Com parciais de (25/22), (28/26) e (26/24), o Brasil se consagrou campeão olímpico pela terceira vez. No último ponto do jogo, a Itália já não tinha o que fazer então pediu desafio, que é um recurso parecido com o VAR, porém é pedido pelas seleções. Ainda assim todos sabiam que o ponto era do Brasil, os jogadores caíram no chão e toda a torcida gritava "o campeão voltou!", algo bem brasileiro. Víamos também Bruninho, um dos astros e capitão da seleção abraçando Neymar que também foi ao delírio. Depois de 12 anos de jejum o Brasil se tornava campeão novamente, que orgulho, que momento.


Era a 7 medalha olímpica de Bernadinho, que tinha pódios desde 1996, uma sequência incrível. Bernardinho era com toda certeza o técnico mais querido pelos brasileiros independente da modalidade, que também foi muito importante como jogador, agora conquistava mais uma vez como técnico.


Jamais esquecerei alguns nomes como de Bernardinho, William, Bruninho, Serginho, Evandro, Lucarelli, Wallace ( que foi o maior pontuador da partida com 20 pontos), Éder e Maurício. Bons tempos, confesso que fiquei tão emocionado no dia que mesmo na frente da TV gritei junto com a torcida, chorei junto com a torcida, enfim, fui brasileiro alucinado por esse povo com o coração tão grande e que é capaz de parar tudo que estava fazendo para compartilhar um momento incrível como esse.